Filed under: Uncategorized
Como um time cuja receita parecia ter desandado no primeiro semestre pode estar a uma vitória do hexa? Muricy Ramalho tem os ingredientes.
O primeiro deles é a redução no número de cartões amarelos e vermelhos. O de amarelos caiu de 49 no primeiro turno para 35 no segundo, e o de expulsões, de três para uma.
Mesmo assim, o elenco sofreu algumas baixas por suspensão. Eis a segunda parte da receita.
Muricy guardou para Zé Luís a função do curinga, posto que já foi de Richarlysson em 2006 e 2007. E a situação do questionado Richarlysson, aliás, é a prova de que o São Paulo quase hexa não mantém jogadores em má fase em campo.
Para recuperar o lugar no time, só com muito treino. E Muricy repete o ritual em média seis vezes por semana, em dois períodos diferentes. A defesa continua com a mesma formação. É a segunda menos vazada do Brasileirão, com 35 gol sofridos, atrás do Grêmio. O ataque é o melhor da competição, com 64 gols, mas a formação varia mais. “Vocês podem ver que não temos um jogador referência, um dia o Borges é melhor, no outro o Hugo, no outro eu. Nosso coletivo é forte”, revelou Dagoberto.
Soma-se a isso a intimidade dentro e fora de campo, com o regime de concentração antecipada. Quando os jogos são de domingo, na quinta-feira após os treinamentos os atletas vão para o hotel. E como revelou o Jornal Placar em 11/11, o presidente Juvenal Juvêncio dá um incentivo financeiro aos jogadores (R$ 15 mil) e à comissão técnica (R$ 30 mil) por vitória conquistada.
Time completo, defesa sólida, ataque que marca gols, prêmios e salários em dia… E pelo terceiro ano consecutivo a receita do São Paulo é a única que dá certo.
Do Jornal Placar
Deixe um comentário até o momento
Deixe um comentário